Clima

Fumaça de incêndios no Canadá afeta ar na Flórida

Fumaça canadense atinge o sudeste dos Estados Unidos

Moradores de diversas regiões da Flórida acordaram com uma névoa espessa e incomum. A fumaça proveniente de incêndios florestais no Canadá deslocou-se para o sudeste, atingindo cidades como Miami e comprometendo a qualidade do ar em grande parte do estado.

Dados do Canadian Interagency Forest Fire Centre indicam que mais de 300 incêndios florestais seguem fora de controle no Canadá. A magnitude do desastre é expressiva, com mais de 18,4 milhões de hectares queimados apenas este ano, gerando colunas de fumaça que atravessam fronteiras internacionais.

Causas meteorológicas do deslocamento

Segundo o FOX Forecast Center, a chegada da fumaça à Flórida ocorreu devido a uma configuração climática específica. A combinação de um sistema de baixa pressão sobre o estado no último fim de semana e um sistema de alta pressão sobre o leste dos EUA criou um fluxo de ventos que transportou as partículas poluentes até o extremo sul, alcançando Miami.

O fenômeno visual foi marcante. Na noite de segunda-feira, os céus da região de Orlando assumiram uma tonalidade laranja antes do pôr do sol. Na manhã de terça-feira, a cobertura de fumaça persistiu, sendo visível desde o Panhandle da Flórida, passando por Jacksonville, até o sul do estado.

Imagens de satélite da NOAA registraram o movimento da fumaça descendo pela atmosfera e envolvendo o Sunshine State. Câmeras de monitoramento de praias na Costa Espacial e em toda a costa leste também capturaram a densidade da névoa.

Impactos no Índice de Qualidade do Ar (AQI)

A qualidade do ar na Flórida apresentou deterioração significativa na manhã de terça-feira. O Índice de Qualidade do Ar (AQI), que varia de “bom” a “perigoso”, registrou níveis prejudiciais em centros urbanos importantes.

Cidades como Jacksonville, Orlando, West Palm Beach e Delray Beach registraram níveis insalubres, com o AQI atingindo a marca de 156. Em Winter Park e na região da Baía de Tampa, na Costa do Golfo, a classificação foi de “prejudicial à saúde para grupos sensíveis”, alertando pessoas com problemas respiratórios e idosos.

Melissa Watson, meteorologista do Serviço Meteorológico Nacional em Melbourne, informou que havia a expectativa de melhora na noite de terça-feira, embora não seja possível prever com precisão quando a fumaça desaparecerá completamente da região.


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Giovanna Stenner

Jornalista brasileira e correspondente internacional morando nos Estados Unidos desde 2019.