Economia

Flórida registra alta no número de pedidos de demissão

Aumento nas demissões voluntárias

Dezenas de milhares de moradores da Flórida pediram demissão em fevereiro, conforme dados do Bureau of Labor Statistics (BLS) dos Estados Unidos. O estado registrou uma das taxas de abandono de emprego mais altas do país, com um aumento de 35 mil pedidos de demissão no período.

Esse movimento representou um salto de aproximadamente 0,4% na taxa de desistências. Outros estados também apresentaram números significativos, como o Missouri, com 25 mil saídas, e Nevada, que perdeu 10 mil trabalhadores no mesmo mês.

Disponibilidade de vagas e recuperação econômica

Apesar do volume de demissões, o mercado de trabalho na Flórida apresenta alta demanda por profissionais. Atualmente, existem 557 mil vagas abertas no estado, um crescimento de 20 mil oportunidades em relação ao mês anterior. Esse cenário indica que os trabalhadores que deixam seus postos possuem boas chances de recolocação rápida.

A recuperação econômica do estado é notável após o impacto da pandemia. Em maio de 2020, a taxa de desemprego chegou a ultrapassar 14% devido às paralisações causadas pela COVID-19. No entanto, em fevereiro, esse índice caiu para 3,1%, ficando abaixo da média nacional de 3,9%.

Setores em crescimento e atratividade regional

O mercado demonstra robustez, com a queda nas demissões forçadas, que recuaram de 105 mil para 98 mil em fevereiro. Os setores de educação e saúde foram os que mais contrataram, somando mais de 57 mil novos postos de trabalho. Em contrapartida, o setor de informação registrou a perda de 900 vagas.

A Flórida consolidou-se como um dos mercados mais aquecidos dos EUA em 2023. Segundo ranking do Wall Street Journal, quatro das dez cidades com maior dinamismo trabalhacional estão no estado. A ausência de imposto de renda estadual é um dos principais fatores que atraem profissionais remotos e empresas de grande porte.

Exemplos disso são companhias como a Citadel, que transferiu sua sede de Chicago para Miami. Também, há um fluxo migratório de residentes de Nova Iorque em busca de imóveis mais acessíveis, embora o custo dos seguros residenciais tenha se tornado um desafio crescente para os novos proprietários.


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Giovanna Stenner

Jornalista brasileira e correspondente internacional morando nos Estados Unidos desde 2019.