Terremoto na Colômbia mata 169; voos chegam a Miami
Passageiros que desembarcaram no Aeroporto Internacional de Miami (MIA) na segunda-feira (10) relataram o momento de pânico quando um terremoto de magnitude 7.4 atingiu a Colômbia, deixando pelo menos 169 mortos e mais de 2.700 pessoas desaparecidas.
O que aconteceu
O sismo ocorreu na manhã de segunda-feira e abalou cidades como Cali, Quibdó, Pereira e dezenas de outras localidades no oeste do país. Cerca de 1.600 edifícios foram danificados ou desabaram, segundo autoridades locais. Soldados, equipes de resgate e voluntários iniciaram buscas entre os escombros.
A Associação Colombiana de Capitais informou na terça-feira (11) que o número preliminar de mortos subiu para 169, com a maioria das vítimas em Pereira e El Cairo. Familiares publicaram informações sobre parentes desaparecidos em sites cidadãos.
Relatos de quem estava no local
Keylah Villarroel, moradora de Miami, passava férias com a mãe em Bogotá quando o tremor ocorreu. As duas estavam em um táxi a caminho do aeroporto.
“Minha mãe e eu seguramos as mãos uma da outra, rezando e esperando que tudo ficasse bem”, disse Villarroel ao NBC6. “Foi a primeira vez em um terremoto, especialmente sobre uma ponte, com várias pessoas em motocicletas e a ponte se movendo.”
Luis Garcés, outro passageiro que chegou a Miami, descreveu a cena: “Tudo estava se movendo, os semáforos, as pessoas saindo dos prédios, pânico total.”
Miami-Dade se prepara para enviar ajuda
O presidente do condado Miami-Dade, Anthony Rodriguez, informou que o condado está preparado para enviar uma força-tarefa à região afetada, se necessário.
“Além de recolher materiais para enviar, queremos garantir apoio imediato para busca e resgate”, afirmou Rodriguez.
Desafios no resgate
Chocó, a região do epicentro, é uma das mais pobres e negligenciadas da Colômbia. Grande parte da área só é acessível de barco ou avião, dificultando as operações de socorro. Em El Cairo, cidade de cerca de 7 mil habitantes, 80% das construções foram danificadas.
Dana Carolina Zamora publicou uma foto do tio desaparecido, Miguel Ángel Zamora, de 60 anos, que morava em uma casa frágil feita de paus e barro. “Estamos com medo. Esperamos que esteja bem e que seja apenas uma falha de comunicação, mas não tivemos notícias dele”, disse.
Ajuda internacional
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou US$ 15,5 milhões em ajuda de emergência para abrigo, alimentos e outros suprimentos. Governos de toda a América Latina também se mobilizaram para oferecer apoio.
O terremoto ocorre semanas após dois sismos consecutivos devastarem a vizinha Venezuela no final de junho, destruindo centenas de edifícios e causando dezenas de mortes. Mônica Sánchez, dona de uma pequena empresa em Pereira, relatou: “Foi chocante — a cidade desabou ao nosso redor.”
Fonte: NBC 6 South Florida




