DeSantis assina lei que retira autogoverno da Disney na Flórida
Fim do autogoverno corporativo
O governador da Flórida, Ron DeSantis, sancionou na última segunda-feira uma medida que anula o status de autogoverno da Walt Disney Company. A decisão ocorre após a gigante do turismo desafiar a gestão estadual no ano passado, ao se posicionar contra a lei conhecida como “Don’t Say Gay”.
O Legislativo havia aprovado o projeto de lei há quase três semanas, mas a assinatura de DeSantis foi programada para a véspera do lançamento de seu novo livro, divulgado na mesma segunda-feira. O governador, que é amplamente esperado como candidato à indicação presidencial republicana, utilizou a ocasião para enviar um recado direto à empresa, afirmando que “há um novo xerife na cidade” e que “o reino corporativo chegou ao fim”.
Impactos na infraestrutura e gestão
A legislação reformula o Reedy Creek Improvement District, um distrito tributário especial que era controlado pela Disney. Este distrito é responsável pela gestão de estradas, emissão de alvarás de construção, serviços de proteção contra incêndio e outras necessidades de infraestrutura em 25 mil acres de propriedade da empresa, localizados nos condados de Orange e Osceola.
Com a nova lei, a Disney perde a autonomia administrativa sobre essa área, transferindo o controle para a esfera governamental. A mudança representa uma alteração significativa na forma como a empresa opera seus complexos turísticos na região, impactando a agilidade de obras e a gestão de serviços públicos locais.
Contexto político e críticas
A disputa entre o governo da Flórida e a Disney é detalhada no livro de DeSantis, intitulado “The Courage to Be Free”, lançado formalmente na terça-feira. A obra apresenta a versão do governador sobre o confronto com o ícone do entretenimento e os motivos que levaram à intervenção estatal.
No Legislativo da Flórida, parlamentares democratas se opuseram à medida. Para a oposição, a lei configura uma interferência desnecessária do governo nos negócios e serve como uma ferramenta de intimidação política para que o governador marque pontos com seu eleitorado antes da corrida presidencial.
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