Ferramenta da UF resgata vítimas de tráfico na Flórida
Tecnologia de triagem identifica vítimas
Uma ferramenta de triagem desenvolvida por Katelyn Watts, estudante de doutorado em enfermagem da Universidade da Flórida (UF), resultou no resgate de vítimas de tráfico humano e na prisão de suspeitos em apenas três meses de operação. A iniciativa, que começou como um projeto de graduação, agora está integrada ao sistema eletrônico de registros do Baptist Health, rede hospitalar de Miami.
O instrumento opera dentro do EPIC, software de registros de saúde amplamente utilizado em hospitais dos Estados Unidos. Durante a avaliação do paciente, o profissional de saúde responde a perguntas padronizadas que ajudam a identificar sinais típicos de exploração, como histórias inconsistentes, marcas físicas, a presença de acompanhantes controladores ou a retenção de documentos de identidade. Quando os critérios são preenchidos, um alerta automático aciona a equipe de resposta especializada.
Cenário do tráfico humano nos EUA
Dados do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA (HHS) indicam que cerca de 325 mil pessoas são vítimas de tráfico anualmente no país. A Flórida é um dos estados com maior incidência, abrangendo tanto o tráfico sexual quanto o trabalho forçado. A localização geográfica e o fluxo migratório tornam o estado um ponto crítico para essas atividades criminosas.
Migrantes, incluindo brasileiros, estão entre os grupos mais vulneráveis. A vulnerabilidade é acentuada em pessoas que chegaram recentemente ao país e possuem domínio limitado do idioma inglês, facilitando a manipulação por parte de traficantes que prometem empregos ou condições de vida ilusórias.
Canais de denúncia e apoio
Para combater essa realidade, o National Human Trafficking Hotline oferece suporte especializado. O serviço atende em português pelo telefone 1-888-373-7888 ou via SMS, enviando a palavra “BeFree” para o número 233733. O canal de denúncias é aberto a qualquer pessoa, independentemente do status imigratório legal nos Estados Unidos.
A linha de apoio é confidencial e garante que as informações fornecidas não sejam compartilhadas com autoridades de imigração, visando proteger a vítima e encorajar a denúncia de crimes de exploração humana no território americano.
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