Flórida é um dos 11 estados que recusam expansão do Medicaid
Fim da emergência sanitária impacta cobertura de saúde
Com o encerramento da emergência de saúde pública relacionada à Covid-19, aproximadamente 1,7 milhão de pessoas na Flórida estão prestes a perder a cobertura de saúde do Medicaid. O programa governamental é destinado a famílias de baixa renda e indivíduos com poucos recursos financeiros. Até o momento, as autoridades estaduais não apresentam planos para expandir o sistema no estado.
A decisão do governo Biden de encerrar o status de emergência também coloca fim a uma expansão temporária do Medicaid. Na Flórida, a expectativa é que mais de 1,5 milhão de beneficiários percam o acesso aos serviços. O estado integra um grupo de 11 unidades da federação que se recusaram a aceitar a cobertura regular oferecida pelo governo federal.
Restrições rigorosas e impacto social
A Flórida possui algumas das regras de elegibilidade mais rígidas dos Estados Unidos. O estado fica atrás apenas do Texas no volume de pessoas sem qualquer tipo de seguro saúde. Durante a pandemia, o Congresso aprovou uma lei que impedia a exclusão de beneficiários do Medicaid, garantindo a manutenção da cobertura mesmo para quem retornava ao mercado de trabalho.
Agora, com a expiração da emergência, os estados recuperaram a autonomia para remover pessoas do programa. A administração do governador Ron DeSantis informou que as notificações para o primeiro grupo, composto por cerca de 900 mil pessoas, começarão a ser enviadas em abril.
Resistência política e alternativas
As autoridades locais descrevem o processo como um “relaxamento do Medicaid”. A estimativa é que, eventualmente, 2 milhões de pessoas sejam excluídas, ficando desassistidas. Diante desse cenário, defensores da saúde e parlamentares democratas tentam pressionar pela expansão da elegibilidade.
No entanto, a legislatura controlada pelos republicanos tem bloqueado sistematicamente qualquer tentativa de expansão. Em contrapartida, em 39 estados que adotaram a medida, a expansão do Medicaid foi vista como um movimento bipartidário com resultados positivos tanto para a saúde pública quanto para as finanças estaduais.
Exemplos recentes em outros estados mostram mudanças de tendência. Na Carolina do Norte, o Legislativo liderado por republicanos caminha para aprovar a expansão. Na Dakota do Sul, a medida foi aprovada via referendo popular. Grupos de defesa da saúde na Flórida agora trabalham para que uma iniciativa semelhante seja levada às urnas em 2026, seguindo o modelo de decisão direta dos eleitores.
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