Furacão Idalia atinge Flórida como categoria 3 e quebra…
Impacto e Intensidade em Big Bend
O furacão Idalia atingiu a costa na região de Big Bend, na Flórida, às 7h45 EDT de 30 de agosto. Classificado como uma tempestade de categoria 3, o sistema registrou ventos de 190 km/h e pressão central de 949 mb. Com esses números, Idalia empata com o furacão Cedar Key, de 1896, como a tempestade mais poderosa já registrada a atingir essa área específica do estado.
O fenômeno apresentou um processo de intensificação rápida pouco antes de tocar o continente. Os ventos saltaram de 75 mph para 130 mph em um intervalo de 24 horas, encerrando-se às 5h EDT de quarta-feira. Um ciclo de substituição da parede do olho ocorreu momentos antes do impacto, o que reduziu a velocidade dos ventos em 8 km/h.
Marés Recordes e Inundações
Idalia provocou marés de tempestade históricas em diversos pontos da costa. Em Cedar Key, a cerca de 55 milhas a sudeste do ponto de impacto, foi registrada uma tempestade de pico de 8,91 pés. O nível da água atingiu 6,89 pés acima da maré alta (MHHW), o patamar mais elevado observado desde 1914, superando o recorde de 2016 estabelecido pelo furacão Hermine.
Em Tampa, a tempestade causou inundações extensas, sendo comparada a eventos ocorridos desde 1921. No marégrafo de East Bay, o pico chegou a 5,69 pés, com o nível da água 4,56 pés acima da maré alta. Já em São Petersburgo, os níveis atingiram 3,82 pés acima do MHHW, o segundo maior registro desde 1947, ficando atrás apenas do furacão Elena, em 1985.
Em Clearwater Beach, a situação foi ainda mais crítica, com a água atingindo 4,05 pés acima do MHHW. Este valor superou a marca de 4,02 pés registrada em 1993, durante a chamada “Tempestade do Século”.
Previsões e Danos Materiais
A tempestade deve continuar movendo-se para o nordeste, percorrendo o Panhandle da Flórida e aproximando-se das costas da Geórgia e da Carolina do Sul. A previsão indica que Idalia perca a força de furacão na noite de quarta-feira, mas mantenha a intensidade de tempestade tropical até chegar ao mar, próximo à Carolina do Norte.
Ventos sustentados entre 50 e 60 mph podem derrubar árvores e romper linhas de energia ao longo do sudeste dos EUA. Até as 13h EDT, mais de 375 mil clientes ficaram sem energia elétrica na região. As chuvas mais intensas devem se concentrar nas planícies costeiras da Geórgia e das Carolinas, com volumes previstos entre 5 e 15 centímetros, podendo chegar a 25 centímetros em pontos isolados, elevando o risco de inundações devido ao solo já saturado.
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