Saúde

Relatório revela hospitalizações em parques da Flórida

Um novo relatório detalhado, divulgado pelo Departamento de Agricultura e Serviços ao Consumidor da Flórida, revelou que doze visitantes de grandes parques temáticos em Orlando foram hospitalizados durante o primeiro trimestre de 2026. O documento, que abrange o período de janeiro a março, destaca casos graves que incluem sintomas semelhantes a acidente vascular cerebral (AVC), convulsões e inchaços severos, levantando alertas sobre a saúde de turistas em atrações de alta intensidade.

Entre os incidentes mais alarmantes registrados, destaca-se o caso de um homem de 61 anos que apresentou sintomas típicos de AVC enquanto utilizava a atração Jurassic World: VelociCoaster, localizada no Universal Islands of Adventure. Curiosamente, no mesmo dia, uma mulher de 58 anos também manifestou sintomas de AVC na atração Jimmy Fallon’s Race Through New York, no Universal Studios. Embora a mulher possuísse uma condição pré-existente, a natureza exata de sua saúde no momento do incidente não foi detalhada no relatório. Outro evento similar ocorreu com um homem de 39 anos, que sofreu sintomas de AVC na nova e aguardada atração Donkey Kong Mine Cart Madness, no Epic Universe. Além disso, um homem de 34 anos sofreu uma convulsão no Hogwarts Express, o trem que conecta os dois parques da Universal.

No Disney World, o relatório também detalha ocorrências significativas. Uma mulher de 65 anos caiu do carrossel Prince Charming, no Magic Kingdom, resultando em uma lesão na pelve. No Animal Kingdom, uma mulher de 40 anos sofreu uma lesão no ombro na atração Kali River Rapids, também com menção a uma condição pré-existente desconhecida. Já no SeaWorld Orlando, foram relatados casos de náuseas e tonturas severas após o uso de montanhas-russas como a Manta e a Pipeline, evidenciando o impacto físico intenso dessas atrações.

A divulgação desses dados é considerada fundamental para que turistas, especialmente os brasileiros que viajam em massa para a Flórida, tenham ciência dos riscos e da transparência operacional dos parques. Segundo as normas estaduais, as operadoras de parques são obrigadas a autodeclarar problemas de saúde de visitantes que ocorram durante a operação de um brinquedo e que resultem em hospitalização por pelo menos 24 horas. Esse mecanismo de reporte é uma das poucas formas de o público monitorar a segurança real das atrações, contrastando com a imagem de perfeição geralmente vendida pelo marketing do turismo orlandino.


Fonte: Florida Politics

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Giovanna Stenner

Jornalista brasileira e correspondente internacional morando nos Estados Unidos desde 2019.

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