Saúde

Internações por COVID-19 crescem na Flórida, mas casos são menos graves

Aumento nas internações hospitalares

O COVID-19 apresenta um impacto maior nos hospitais da Flórida neste inverno do que no mesmo período do ano passado. De acordo com dados divulgados na última sexta-feira pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, a contagem de pacientes positivos em instalações médicas em todo o estado registrou um aumento de aproximadamente 33%.

Hospitais que reportaram as informações ao governo federal contabilizaram 1.591 pacientes positivos para a doença na sexta-feira, enquanto em 16 de dezembro de 2021 esse número era de 1.195 pessoas. Esse volume de hospitalizações totais, observado desde meados de novembro, mantém-se superior aos índices registrados há 12 meses.

Redução na gravidade dos quadros clínicos

Apesar do crescimento no volume de internações, os dados indicam que os casos atuais são menos graves. O número de pessoas em unidades de terapia intensiva (UTIs) é cerca de 36% menor do que no ano anterior. As UTIs registraram 176 pacientes, contra 276 no mesmo período do ciclo passado.

Especialistas apontam que essa tendência de menor gravidade ocorre, em parte, devido à imunidade adquirida pela população, seja por meio de vacinação ou por infecções prévias. O volume de pacientes com COVID nas UTIs atingiu o nível mais baixo desde julho, sugerindo que, embora o vírus continue circulando e causando internações, a letalidade e a necessidade de suporte avançado de vida diminuíram.

Contexto de saúde pública no estado

A dinâmica atual da pandemia na Flórida reflete um cenário comum em diversas regiões, onde novas variantes podem aumentar a transmissibilidade, mas a resposta imunológica do organismo reduz a probabilidade de complicações severas. O monitoramento contínuo do Departamento de Saúde e Serviços Humanos permite que as unidades médicas ajustem a alocação de recursos para lidar com o fluxo de pacientes.

As autoridades de saúde recomendam a manutenção de cuidados preventivos, especialmente para grupos de risco, para evitar que a pressão sobre o sistema hospitalar volte a crescer a ponto de comprometer a capacidade de atendimento nas unidades de terapia intensiva.


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Giovanna Stenner

Jornalista brasileira e correspondente internacional morando nos Estados Unidos desde 2019.