Economia

Tijuana Flats fecha 11 lojas e pede concordata na Flórida

Reestruturação financeira e fechamento de unidades

O restaurante Tijuana Flats, com sede na Flórida central, anunciou oficialmente o fechamento de 11 de suas unidades e a declaração de falência. A medida foi comunicada via nota à imprensa, detalhando a situação financeira da marca de Tex-Mex, que enfrenta desafios operacionais e econômicos.

Para tentar reverter o cenário, a empresa estabeleceu uma nova estrutura de propriedade sob a Flatheads LLC. O objetivo do grupo é revitalizar as operações existentes e reformular a experiência oferecida aos clientes, buscando recuperar a competitividade no mercado de alimentação rápida em um cenário de alta concorrência e custos crescentes.

Processo de concordata e gestão estratégica

A empresa entrou com um pedido de concordata, processo conhecido nos Estados Unidos como Capítulo 11. Esse mecanismo jurídico permite que a companhia reorganize suas dívidas e renegocie contratos enquanto mantém a operação ativa, evitando a liquidação total dos ativos.

O fechamento das 11 lojas ocorreu na última semana, como parte imediata desse plano de ajuste. Joe Christina, que assumiu o cargo de CEO em novembro de 2022, permanecerá na liderança da companhia. Segundo o comunicado oficial, a decisão de reestruturar o negócio foi tomada após uma revisão estratégica rigorosa, iniciada pelos executivos em novembro de 2023, visando a sustentabilidade do fluxo de caixa.

Histórico e expansão da marca

A Tijuana Flats iniciou suas atividades em 1995, com a abertura da primeira loja em Winter Park, fundada por Brian Wheeler. Ao longo de quase três décadas, a marca expandiu sua presença de forma agressiva, chegando a operar 123 restaurantes distribuídos por quatro estados americanos, consolidando-se como um nome forte no segmento de culinária mexicana adaptada ao paladar dos EUA.

Até o momento, a empresa não divulgou a lista específica de quais unidades foram encerradas. A estratégia agora foca na viabilidade do negócio a longo prazo, tentando equilibrar a malha de lojas com a demanda atual do consumidor e a saúde financeira do grupo. A reorganização busca eliminar pontos deficitários para focar nos mercados onde a marca mantém maior tração e lucratividade.


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Giovanna Stenner

Jornalista brasileira e correspondente internacional morando nos Estados Unidos desde 2019.