Contas de luz na Flórida terão redução a partir de julho
Redução nas tarifas de energia
Os consumidores de energia elétrica na Flórida terão um alívio financeiro em suas contas mensais a partir de julho. A medida ocorre em um momento em que o aumento das temperaturas de verão costuma elevar a demanda por refrigeração e, consequentemente, o custo final para o usuário.
Clientes da Florida Power & Light (FPL) que consomem cerca de 1.000 quilowatts-hora por mês devem notar uma queda de aproximadamente US$ 4 em comparação aos valores registrados em junho. Para a maioria dos usuários da concessionária, a fatura média passará a ser de US$ 136. Já para os clientes localizados no Panhandle, antigos usuários da Gulf Power, o valor estimado será de US$ 154,91.
Decisão dos reguladores e custos de combustível
A redução foi viabilizada após a Comissão de Serviço Público da Flórida aprovar o pedido da FPL para diminuir os custos de combustível projetados para 2023 em US$ 359 milhões. A distribuição desse montante será gradual: pouco mais de dois terços serão aplicados nas contas até o final deste ano, enquanto os US$ 103 milhões restantes serão contabilizados nos custos de combustível para 2024.
Ken Hoffman, representante da FPL, afirmou que a empresa decidiu aproveitar a janela de oportunidade proporcionada pela baixa nos mercados de gás natural para repassar a economia aos consumidores.
Funcionamento do sistema de tarifas
As concessionárias de energia da Flórida realizam previsões anuais sobre os gastos com combustíveis para suas usinas, custos que são repassados diretamente aos clientes. De acordo com as normas vigentes, se a variação real for 10% superior ou inferior à projeção, a empresa pode solicitar aos reguladores o ajuste dos valores cobrados.
A FPL já obteve três reduções de custo de combustível ao longo deste ano. Apesar do alívio atual, a trajetória dos preços foi instável. Para a maioria dos clientes, as contas subiram US$ 11 por mês em relação a janeiro, atingindo o pico em abril. Esse aumento foi motivado por custos de combustível não cobrados no ano anterior, reflexo da volatilidade do mercado de gás natural e dos gastos com a recuperação após a passagem dos furacões Ian e Nicole.
Fonte: MSN




