Política

FEMA ignora casas com bandeiras de Trump após furacão

Denúncia de discriminação política na Flórida

Um supervisor da FEMA (Agência Federal de Gestão de Emergências dos EUA) ordenou que colegas ignorassem ao menos 20 casas danificadas pelo furacão Milton no município de Lake Placid, em Highlands County. A motivação seria o fato de os imóveis exibirem bandeiras ou adesivos de apoio ao ex-presidente Donald Trump.

O caso tornou-se público em novembro de 2024, após funcionários da própria agência enviarem e-mails denunciando a conduta do supervisor. A FEMA demitiu o servidor imediatamente após a confirmação dos fatos e solicitou que um promotor especial independente investigasse o ocorrido.

Reações governamentais e investigações

A diretora da agência, Deanne Criswell, condenou publicamente o episódio e afirmou que a situação não se repetirá. No entanto, o governador da Flórida, Ron DeSantis, determinou que a Divisão de Gerenciamento de Emergências do estado abra uma investigação paralela. DeSantis também requisitou que a FEMA preserve todos os registros, incluindo logs de chat que contenham as instruções dadas pelo supervisor.

A Câmara dos Representantes também reagiu ao incidente. O Comitê de Supervisão agendou uma audiência para 19 de novembro para interrogar a diretora da FEMA, que já tinha conhecimento do caso previamente. O deputado democrata Jared Moskowitz, da Flórida, uniu-se aos republicanos na cobrança por respostas claras sobre a conduta da agência.

Kevin Guthrie, chefe da divisão estadual do Departamento de Justiça, classificou o episódio como uma instrumentalização do governo por ativistas partidários, comprometendo a neutralidade do serviço público de emergência.

Impacto nos pedidos de auxílio

Para os moradores da Flórida que solicitaram ajuda da FEMA após a passagem dos furacões Helene e Milton e não receberam atendimento, o caso levanta dúvidas sobre a legitimidade das negativas. Existe a possibilidade de que outros auxílios tenham sido negados indevidamente por critérios políticos.

Embora a FEMA afirme que o episódio foi isolado, a pressão política por transparência nos critérios de distribuição de auxílio emergencial aumentou. O Comitê de Supervisão da Câmara deve exigir detalhes adicionais sobre outros condados que possam ter supervisores sob investigação durante a audiência de novembro.

Cidadãos que tiveram pedidos de auxílio negados ou que permanecem sem resposta podem entrar com recurso diretamente no portal oficial da agência, através do endereço disasterassistance.gov.


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Giovanna Stenner

Jornalista brasileira e correspondente internacional morando nos Estados Unidos desde 2019.

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