Flórida faz 19ª execução e empata recorde anual
A Flórida realiza nesta quinta-feira (5) a 19ª execução de 2026, igualando o recorde estadual estabelecido no ano anterior. Jesse Guardado, de 64 anos, condenado pelo assassinato de uma mulher de 75 anos em 2004, será executado por injeção letal às 18h na Prisão Estadual da Flórida, em Starke.
O crime
Guardado confessou e se declarou culpado de esfaquear fatalmente uma mulher de 75 anos dentro de sua casa no condado de Walton, na Panhandle da Flórida, em 2004. Segundo as autoridades, ele roubou a caixa de joias da vítima, 80 dólares e outros pertences para sustentar seu vício em crack. A mulher, descrita como ativista comunitária, havia ajudado Guardado a conseguir emprego e moradia.
Um tribunal federal de apelações em 2024 afirmou que Guardado recebeu uma audiência “justa e completa” durante a fase de pena de morte do processo, rejeitando seus recursos posteriores.
Recorde de execuções sob DeSantis
Esta é a 19ª execução na Flórida em 2026 sob o governador republicano DeSantis, que deixa o cargo em janeiro após dois mandatos. O número iguala o recorde estadual de 19 execuções em um único ano, estabelecido em 2025. A Flórida foi responsável por mais da metade das 32 execuções realizadas nos Estados Unidos neste ano.
DeSantis afirmou que seu objetivo é levar justiça às famílias que esperaram décadas pela execução das sentenças. “Justiça atrasada é justiça negada”, disse o governador em entrevista coletiva. O estado acelerou o ritmo de assinaturas de mandados de execução nos últimos meses, com pelo menos duas outras execuções agendadas para novembro e dezembro.
Três execuções no mesmo dia
A execução de Guardado ocorre no mesmo dia em que Indiana e Alabama também realizam execuções capitais. Esta é a segunda vez em 2026 que três pessoas são executadas no mesmo dia nos Estados Unidos. Em julho, a Flórida executou dois presos no mesmo dia, tornando-se o primeiro estado em quase uma década a fazê-lo.
Escrutínio sobre a pena de morte
A pena de morte enfrenta renovado escrutínio após a falha na execução de Christa Pike em Tennessee, em setembro, quando a condenada sobreviveu a duas doses de pentobarbital e foi levada a um hospital. Tribunais rejeitaram esforços para suspender outras execuções desde o incidente.
A Flórida utiliza um protocolo de três drogas para execuções por injeção letal — um sedativo, um paralisante e uma substância que interrompe os batimentos cardíacos. O método difere da injeção de dose única empregada em estados como o Tennessee. O estado também tem uma das populações de corredor da morte mais envelhecidas do país, com oito presos acima de 70 anos executados apenas neste ano.
Fontes: WFLA, Associated Press, Palm Beach Post




