Justiça

Promotor da Flórida ordena investigação após tiroteio contra entregadores

Intervenção do Ministério Público

O promotor estadual do condado de Broward, Harold Pryor, determinou a abertura de uma investigação detalhada sobre um incidente ocorrido em 15 de abril, em Southwest Ranches, na Flórida. O caso envolve um proprietário que disparou contra o veículo de um casal de entregadores que entrou por engano em sua propriedade durante uma entrega de supermercado.

A decisão de Pryor ocorre após a polícia de Davie encerrar o caso sem consultar o Ministério Público. Segundo o promotor, seu escritório não foi notificado sobre o episódio, que resultou em ao menos dois disparos contra o carro conduzido por Waldes Thomas Jr., de 19 anos, que estava acompanhado de sua namorada, Diamond Darville, de 18 anos.

Em comunicado emitido no domingo, Pryor solicitou ao Departamento de Polícia de Davie uma investigação completa para que os promotores possam decidir se haverá acusações criminais contra o atirador.

Versões conflitantes sobre o incidente

O episódio aconteceu pouco antes das 22h, em uma rua sem iluminação de um bairro semi-rural. Thomas e Darville realizavam entregas para a plataforma Instacart e, ao buscarem o endereço do cliente, entraram equivocadamente em uma área onde o proprietário armazena equipamentos de escavação. O destino correto ficava do outro lado da rua.

O proprietário alegou aos policiais que o veículo dirigia de forma irregular, batendo em troncos e pedras. Ele afirmou que, após pedir para o motorista sair, ouviu seu filho de 12 anos gritar por socorro e sentiu que o carro passou por cima de seu pé. Alegando temer por sua vida e a da criança, o homem disparou contra os pneus do veículo.

Por outro lado, o casal relatou que tentou deixar o local assim que perceberam o erro. Thomas afirmou que, ao engatar a marcha à ré, bateu em uma pedra, momento em que o proprietário se aproximou de forma agressiva e efetuou os disparos. Diamond Darville relatou ter visto o homem sacar a arma e atirar, descrevendo a situação como aterrorizante.

Posicionamento policial e desfecho preliminar

A polícia de Davie não comentou a nova ordem do promotor, mas disponibilizou o relatório do detetive responsável. O documento indica que, devido à ausência de imagens de vídeo, não foi possível determinar se houve crime por parte do atirador ou do casal, concluindo que ambas as partes agiram com base nas circunstâncias que perceberam no momento.

Apesar da conclusão preliminar da polícia, que chegou a devolver a arma ao proprietário após encerrar o caso, a intervenção do Ministério Público agora coloca o episódio sob nova análise jurídica para verificar se a legítima defesa foi configurada ou se houve excesso.


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Giovanna Stenner

Jornalista brasileira e correspondente internacional morando nos Estados Unidos desde 2019.