Universidade da Flórida extingue cargos de diversidade e inc
Corte de cargos e encerramento de gabinetes
A Universidade da Flórida (UF) eliminou todas as posições voltadas para diversidade, equidade e inclusão (DEI). A medida foi tomada para adequar a instituição a uma nova regra estadual que proíbe a manutenção e a criação de programas com esse foco, conforme detalhado em memorando administrativo da universidade.
Além da redução dos cargos, a UF fechou o Gabinete do Diretor de Diversidade e interrompeu contratos com fornecedores externos que prestavam serviços relacionados ao DEI. A decisão baseia-se no regulamento 9.016 do Conselho de Governadores da Flórida.
De acordo com a norma, o DEI é definido como qualquer programa, atividade de campus ou política que classifique indivíduos com base em raça, cor, sexo, origem nacional, identidade de gênero ou orientação sexual, promovendo tratamento diferenciado ou preferencial com base nessas classificações.
Redirecionamento de verbas e impacto financeiro
O impacto financeiro da mudança é significativo. Cerca de US$ 5 milhões que estavam alocados para as iniciativas de DEI, incluindo o pagamento de salários e despesas operacionais, serão transferidos para um fundo destinado ao recrutamento de professores.
Em comunicado assinado por J. Scott Angle (reitor e vice-presidente sênior para assuntos acadêmicos), Amy Meyers Hass (conselheira geral) e Melissa Curry (vice-presidente de recursos humanos), a universidade afirmou que mantém o compromisso com a dignidade humana universal e a promoção de uma comunidade de confiança e respeito.
Posicionamentos políticos e críticas
A regulamentação estadual impede o uso de fundos públicos para programas de DEI e para atividades de ativismo político ou social. O texto define tais atividades como qualquer ação organizada para efetuar ou impedir mudanças em políticas governamentais onde a universidade endosse uma posição específica.
O governador Ron DeSantis celebrou a decisão via rede social X, classificando o DEI como tóxico e afirmando que tais práticas não têm lugar em universidades públicas. DeSantis expressou a expectativa de que outros estados sigam o exemplo da Flórida.
Por outro lado, Steven Horsford, presidente do Congressional Black Caucus, criticou a medida, afirmando que a ação está desalinhada com os valores esperados de uma instituição de ensino superior pública e argumentou que a verdadeira toxicidade reside na intolerância.
Reações do corpo docente e compensações
Andrew Gothard, presidente do sindicato da Faculdade Unida da Flórida, interpretou a resolução como uma tentativa de silenciar estudantes e professores. Em entrevista anterior, Gothard descreveu a medida como censura e exclusão, sugerindo que o objetivo seria restringir o financiamento de quem discordasse das políticas dos líderes eleitos.
Quanto aos profissionais afetados, o memorando da UF informou que os professores cujos cargos foram extintos receberão doze semanas de pagamento padrão. A instituição também incentivou que esses funcionários busquem outras vagas disponíveis dentro da universidade.
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