Flórida ordena dissolução de grupos pró-Palestina em campus
Pressão governamental sobre universidades
O chanceler do sistema universitário da Flórida, Ray Rodrigues, seguindo orientações do governador Ron DeSantis, instruiu as universidades estaduais a dissolverem grupos estudantis com ligações à organização nacional Estudantes pela Justiça na Palestina (SJP). A medida representa as primeiras punições diretas impostas a instituições de ensino superior no estado em decorrência da guerra entre Israel e Hamas.
Em memorando enviado aos líderes acadêmicos, o Estado determinou a repressão a eventos liderados pela organização. A administração de DeSantis argumenta que as atividades do grupo equivalem a um apoio prejudicial a organizações terroristas, citando especificamente o Hamas, responsável pelos ataques a Israel no início de outubro.
Justificativa legal e monitoramento
A decisão baseia-se em documentos publicados pela organização nacional SJP, conhecidos como “kit de ferramentas”. Segundo Rodrigues, o material rotula a “Operação Al-Aqsa Flood” como “a resistência” e afirma que estudantes palestinos no exílio integram esse movimento. Para o governo da Flórida, tal posicionamento viola a lei estadual que criminaliza o fornecimento consciente de apoio material a organizações terroristas estrangeiras designadas.
Embora o chanceler não tenha especificado quais instituições possuem os grupos em questão, a Universidade da Flórida e a Universidade do Sul da Flórida ainda mantêm capítulos ativos do SJP. O governo monitora rigorosamente os protestos universitários que surgiram desde o início do conflito.
Impacto político e possíveis sanções
A retórica sobre a guerra Israel-Hamas tem gerado instabilidade em campus universitários nos Estados Unidos. Na Flórida, legisladores republicanos, incluindo o deputado Randy Fine, pressionam as lideranças acadêmicas a penalizar a dissidência anti-Israel. Rodrigues alertou que futuras medidas podem incluir suspensões de funcionários escolares e ações trabalhistas adversas.
O deputado Randy Fine apoiou a decisão, mas criticou a demora de DeSantis em agir, chegando a retirar seu apoio à candidatura presidencial do governador para endossar Donald Trump. Fine alegou que o governo estadual não fez o suficiente para combater o antissemitismo desde os primeiros dias de outubro.
Como alternativa, Rodrigues informou que os capítulos dissolvidos podem formar novos grupos estudantis, desde que operem fora da alçada da organização nacional. As universidades foram orientadas a conceder isenções para grupos que desejem se reaplicar como novas organizações independentes.
Fonte: Fonte original




