Contrato de US$ 3 milhões para presidente da UF gera polêmica


O conselho de curadores da University of Florida (UF) aprovou por unanimidade um contrato de US$ 3 milhões (aproximadamente R$ 15 milhões) ao ano para Santa Ono assumir a presidência da instituição. A nomeação, porém, tornou-se alvo de críticas severas de figuras influentes do Partido Republicano, como Donald Trump Jr., o ex-governador Rick Scott e os congressistas Greg Steube e Byron Donalds.
Detalhes da remuneração milionária
O pacote financeiro proposto é um dos mais robustos do sistema universitário do estado. A composição inclui um salário-base de US$ 1,5 milhão, acrescido de US$ 500 mil por sua atuação como chair do UF Health. O contrato prevê ainda bônus anuais de desempenho que superam US$ 400 mil, além de meio milhão de dólares destinados a contribuições de aposentadoria e pagamentos de retenção.
A controvérsia sobre programas de DEI
O ponto central da discórdia é a trajetória de Santa Ono em relação às políticas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI). Durante sua gestão na University of Michigan, Ono foi um defensor desses programas, embora tenha procedido ao fechamento de escritórios específicos de DEI no início de 2025, sinalizando uma mudança de rumo.
O governador Ron DeSantis, conhecido por sua luta contra o que chama de “doutrinação esquerdista” nas universidades, admitiu que algumas declarações passadas de Ono o deixam “estremecido”. Apesar disso, DeSantis afirmou que confia nos membros do Board of Governors que ele mesmo indicou para a função.
Aviso rigoroso de DeSantis
Em coletiva de imprensa, o governador foi categórico ao alertar que Ono “perderá o emprego” caso utilize a presidência da UF para promover ativismo político ou pautas ideológicas de esquerda. Em contrapartida, Ono informou aos curadores que sua percepção sobre as políticas de DEI evoluiu significativamente após 18 meses de diálogos com a comunidade acadêmica e estudantes.
Impacto para brasileiros e estudantes internacionais
Para as famílias brasileiras com filhos matriculados em universidades públicas da Flórida, este embate evidencia a crescente interferência política na gestão do ensino superior. A determinação de DeSantis em desmantelar a estrutura de DEI e restringir verbas para áreas específicas de estudo pode alterar a dinâmica acadêmica e as diretrizes curriculares de todo o sistema estadual. É recomendável que estudantes internacionais monitorem de perto as atualizações nas políticas internas de suas instituições para evitar surpresas em seus planos de estudo.
Fonte: Florida Phoenix



